Acabo de me dar conta de algo simples, importante e um pouco triste. Estou fazendo um freela de transcrições de entrevistas para um doc que será certamente polêmico. E uma das entrevistas é de um ex-presidente de uma megacompanhia brasileira que teve em sua trajetória cargos importantes em empresas grandes o suficiente para ele pincelar as 3 em que esteve por mais tempo antes de entrar na fatídica. Só realçando que esteve em outras, inclusive Conselhos, mas que era o suficiente como resumo. Somam-se, aí, 43 anos de carreira, OK?

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E no decorrer dessa transcrição, me dei conta de algo mega importante. Que está me rondando atualmente. Esse moço, ele foi para a presidência dessa mega companhia, por meio de um processo de headhunting. Recebeu a proposta, concorreu com mais 30, fez parte de uma shortlist de 3 candidatos e desses saiu ESCOLHIDO dali.

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E bateu aqui a palavra ESCOLHIDO.

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Ele não correu atrás. 

Ele foi fazendo coisas, construindo obstinadamente "coisas".

E acabou escolhido.

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Eu tenho esse paradigma na minha história.

Me lembro do querido Kevin, o gringo que conheci em LA, que me disse que tinha certeza de que os homens são escolhidos pelas mulheres. E eu disse a ele que ele estava erradinho da Silva. Na real, essa teoria dele, ao longo dos anos, só vai sendo refutada mais e mais.

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E, cara, eu batalho a vida inteira em todos os campos para dar conta de tudo, manter todos os pratinhos girando, atender a todos os requisitos, ter todas as características e, quem sabe, ao fim, ser escolhida. Picked-up. E a realidade se impõe pra mim de um jeito muito cruel: eu não sou escolhida. NUNCA. Ao menos tenho essa sensação geral nas coisas e situações em que eu DESEJO. 

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Em tempo... 

Estou muito decidida a não ser vitimista nas situações. 

Mas, fico relando nisso. AINDA,

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Talvez eu precise ser mais direta com o que desejo, aceitar que os desejos também não são eternos e deixar claro que desejo, quando desejo… e aceitar que esse desejo pode não ser atendido. E… que está tudo bem.

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Em todo caso, foi bem interessante ver que em situações assim (o rapaz tinha um salário anual ali na casa dos 50 milhões!), é assim que a banda toca. E se eu não estou sendo escolhida, é porque ainda preciso realizar as minhas paradinhas. 

Ou seja, ainda preciso avançar com os meus projetos pessoais. 

Mesmo que eles pareçam não dar em nada. 

Eu mesma precisava alimentar esse foco. 

Hiperfoco nesse foco.

E só isso.


Foto de Frank Cone: https://www.pexels.com/pt-br/foto/linhas-brancas-2230796/

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